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A diferença é que agora ela tem a mim
Tenho uma fotografia minha, com aproximadamente um ano de idade, na mesa do meu consultório. Ela fica ali, na minha frente, todos os dias. Olho para aquela menina, a Fernandinha, e penso em tudo o que ela ainda não sabia sobre a vida. Não sabia quem seria, o que viveria, quem encontraria pelo caminho. Não sabia que algumas experiências deixariam marcas, que aprenderia maneiras de buscar amor, de se proteger, de pedir cuidado, de lidar com alguma rejeição, com o medo e com a a
Fernanda Abelin
há 2 horas


Por que esperamos que o outro mude quando ele não faz nada para mudar?
Dessa vez, ele prometeu que ia se controlar. Também estava cansado das brigas, sabia que passava do ponto, não queria mais terminar uma discussão daquele jeito. Ela acreditou. Mas bastou a primeira contrariedade e pronto: lá estavam os dois aos gritos novamente. Em outra casa, a conversa era sobre a mãe dela. Uma situação vinha incomodando o marido, ela concordou que precisava falar com a mãe e disse que encontraria um momento. Os dias passaram, houve um almoço em família, um
Fernanda Abelin
7 de out.


Por que nos sentimos tão desconfortáveis quando alguém chora?
Alguém começa a chorar na nossa frente e quase imediatamente sentimos que precisamos fazer alguma coisa. Pegamos um copo de água, oferecemos um abraço, procuramos um lenço, dizemos que vai ficar tudo bem. Se temos alguma intimidade com aquela pessoa, começamos a fazer perguntas, tentamos entender o que aconteceu e, não demora muito, estamos procurando uma explicação, uma saída, alguma coisa que possa ajudá-la a se sentir melhor. A questão é que somos pouco preparados para per
Fernanda Abelin
30 de set.
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